Toda iniciativa que vale a pena carrega algum grau de risco, e tentar eliminá-lo por completo é uma das formas mais comuns de nunca sair do lugar. A diferença entre quem avança e quem permanece travado não está na ausência de risco, e sim na maneira como cada pessoa aprende a conviver com a incerteza sem se deixar dominar por ela.
O medo de arriscar costuma vir acompanhado da fantasia de que existe um momento perfeito para começar, um momento em que todas as variáveis estarão sob controle e nenhuma surpresa poderá acontecer. Esse momento raramente chega, e quem decide esperar por ele acaba assistindo as oportunidades passarem enquanto a vontade de fazer continua presa dentro de planos que nunca viram realidade.
Risco calculado é diferente de imprudência
Conviver com o risco não significa agir de forma impulsiva nem ignorar as consequências das suas decisões. Significa avaliar com honestidade o que você tem a ganhar e o que pode perder, preparar-se da melhor maneira possível e então seguir em frente mesmo sabendo que nenhuma garantia existe. O risco calculado funciona como um aliado da sua jornada, enquanto a imprudência funciona como uma armadilha que cobra caro mais adiante.
O maior risco, na maioria das vezes, é não correr risco algum e permitir que a sua melhor ideia morra dentro de você.
Quanto mais você se acostuma a tomar decisões diante da incerteza, mais natural fica lidar com ela no dia a dia. A coragem necessária para empreender não é a ausência de medo, e sim a disposição de agir apesar dele, transformando aquilo que parecia um obstáculo intransponível em apenas mais uma etapa da sua caminhada rumo ao topo.
Por Henrique Barros · Leitura de 4 minutos